No fundo do caixão havia uma pasta gasta.
Os documentos revelaram que Harold havia cuidado secretamente de uma jovem e de sua filha recém-nascida 65 anos antes, após o desaparecimento do pai do bebê. Ele pagava aluguel, mensalidades escolares e enviava pensão alimentícia mensal por anos.
Todas as cartas que a mulher escreveu para ele foram cuidadosamente preservadas.
Por um momento, fui tomado por um pensamento terrível.
Harold tinha outra família.
Sentei-me no chão frio da garagem e tapei a boca.
"Ah, Harold," sussurrei.
Ouvi o som do cascalho lá fora.
A garota do funeral estava na porta com uma bicicleta nas mãos.
"Achei que você viria aqui", ela disse.
"Você me seguiu?"
Ela assentiu sem nenhum constrangimento.
"Quando Harold me deu o envelope, ele disse que era a coisa mais importante que eu faria na vida."
Olhei para ela com atenção.
"Qual é o seu nome?"
"Gini."
"E sua mãe?"
"Virginia."
O nome ecoou no meu peito.
"Você pode me levar até ela?"
